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Você sempre diz que sabe lidar muito bem com seus medos e problemas, e, por ironia, são eles que te engolem todos os dias. Não deixe de ler nossos textos. Esperamos que se identifique.

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PROCURO UM AMOR BEM FEIO

por Gi Mod em 29.11.18

UM MANIFESTO SOBRE UM AMOR BEM FEIO
Abaixo a poesia!
Abaixo o Romantismo!
Abaixo a beleza triste das virgens inalcançáveis!
Abaixo, acima de qualquer outra coisa, o amor platônico!
Procuro um amor real, pós-moderno, uma mistura entre contemporaneidade e naturalismo clássico: desejo carnal, tensão sexual, palavras sussurradas por vozes roucas ao pé do ouvido. Onde assino contrato? Enfrento um pilha de burocracia em papeladas, para começar, desde já, a pôr em prática minha teoria. Experiências envolvendo beijos molhados e mordidas violentas que terminem, sem mais nem menos, em declarações de amor dignas de novela das 9. Mexicana. Mais melosas que amigas da mãe com seus como-você-cresceu e te-carreguei-no-colo, em visitas tão inesperadas quanto desconfortáveis.
Cansei. Cansei da beleza do quase, da incerteza do quando, da afabilidade do talvez. Eu quero um amor bem feio, mas tão feio que nem precise de eu te amos e anéis de compromisso. Quero um amor-clichê, que não chegue a merecer sequer um curta numa dessas compilações das grandes cenas românticas da década. Um amor normal, de gente que briga e chora, mas não desentrelaça os dedos. Quero enlaçar e desenlaçar dedos, dias, braços e bocas, numa mistura tão homogênea que transforme dois em um. Um buquê entregue em plena aula, cafona como o cartão anexo ao laço cor-de-rosa.
Larguei. Larguei esse punhado de coisas que nunca vieram, para ter força para aguentar o peso das coisas que estão aqui, ou que ainda estão por chegar. Não vou esperar, nem mais um segundo, por você, por nós, por quases e amores despedaçados pela poesia. Agora, que venham as coisas concretas, daquelas que quebram se escapulirem das mãos e machucam se caírem bem em cima do dedo mindinho do pé.
Liberto agora todas as substâncias ligeiramente translúcidas que se solidificam por um tempo, para, logo depois, perder-se no ar. Já basta de dar ouvidos ao Pequeno Príncipe – o que sabia ele, afinal?Ele podia sentir a sua rosa, cuidar da sua rosa, ela era real! – e de julgamentos sobre a desconfiança do pobre São Tomé: a partir de hoje, eu só acredito vendo. Avancei meia dúzia de passos e ainda posso enxergar seu reflexo pelas vitrines nas ruas, mas não diminuirei o ritmo.
O inverno está para chegar e eu prometo não correr: há tempo. Ainda há. Amanhã, não se sabe, já diria sabe-se lá qual banda, em uma música de cujo nome não sei.

QUAL É A GRAÇA DO AMOR?

por Gi Mod em 29.11.18


E ENTÃO, QUAL É A GRAÇA DO AMOR?
Nasci pra ser do contra. Outsider before it was cool, ou algo assim. Talvez por isso, sempre achei amor um pouco tédio. Não clichê, nem chato, só um pouco tédio mesmo. Isso de todos os casais felizes parecerem-se entre si e de todos acreditarem, em maior ou menor nível, em para sempres e combinações perfeitas, conceitos nos quais nunca acreditei. Nem com 10, nem com 15 e certamente não agora.
É fácil imaginar, pois bem, porque sempre defendi a ideia de um amor turbulento. Aquele amor temperado com brigas e tesão acumulado, idas e voltas, ódio e paixão, perdão e sex appeal.
Isso porque, no fundo, no fundo, eu não entendia qual era a graça no amor e ponto. Não acreditando em para sempres, também não acreditava em calmaria: afinal, se é para terminar, que seja em briga e não porque acabou o sentimento. Parecia meio sem sentido, isso de caminhar junto tranquilamente só para, logo ali na frente, vir a separação inevitável e você seguir sozinho de novo. Depois de ter entrado na vida do outro, conhecido os seus amigos, conquistado os sogros e compartilhado seus segredos. Depois de ter compartilhado um pouco de você e ficado vulnerável. Então, eu pensava: por que gastar tempo sentindo se vai acabar? Por que vou abrir mão de sair com meus amigos para sair com homem, em qualquer circunstância que seja? Já, já virá outro, virão outros vários e meus amigos ficarão. E realmente foram. E realmente ficaram.
A questão é que até não muito tempo atrás eu achava que esse ciclo provava a minha teoria. É claro que as “amizades eternas” logo viraram também um mito e eu percebi que mais do que a amizade em si, era a bagagem, o “crescer junto”, que endossava o título de amizade eterna. Até porque se conseguiu me amar mimada aos 14 anos, certamente deve ser mais fácil me amar agora… Se tudo deu certo, né. Quando, na verdade, tudo isso não provava nada além do óbvio: eu não amava.
É fácil renegar um sentimento que você nunca experienciou. Do alto da minha prepotência, julgava os casais apaixonados comparando-os ao que [não] sentia e pensava “bobos”, “pra que tudo isso?”, “ai que preguiça”. Porque não entendia que aquele “desespero todo” só parecia desespero para quem não sentia nada além do prazer em estar junto. Então, seguia acreditando que amor era arrebatamento, que o que sentia por 2, 3 semanas (meses talvez), aquele encantamento desavisado que passa quando a pessoa deixa de ser um ideal e vira palpável, era – no mínimo – paixão. E não era, veja só, era só capricho.
Mas aqui estou, anos depois, vindo a público com o intuito de fazer uma ode ao sentimento que mais me é estranho. Até porque não acho que alguém possa conhecer a fundo o amor, visto que eu mesma era profunda conhecedora da sua teoria em forma de livros, seriados, filmes e textos que escrevia sem sentir.
Continuo não acreditando em para sempres, mas tudo mudou. Porque o meu antigo “para sempre é mito” se transformou em “para sempre é todos os dias”. Cada dia de para sempre significa um a menos de “nunca mais” e, por mim, tudo bem. Passei a entender o sentido em caminhar junto, não em direção ao fim, mas em meio a um caminho bem bom. Em um caminho que vale a pena, que vale o fim inevitável, que vale a caminhada e vale se sentir indefesa. Começo, inclusive, a contestar a inevitabilidade do fim, porque, se para sempre é todos os dias, nunca mais pode já não ser dia algum. Faz sentido?
De uma forma ou de outra, não me importo em ser mais uma. Não me importo em ser mais uma apaixonada de mãos dadas ou aos beijos e tropeços constrangendo transeuntes. Não me importo em ser mais uma a lançar frases que provavelmente ouvi em filmes, mas que representam o que sinto, sim, representam o que quero dizer, sim. Eu te amo. Você é tudo o que eu queria. Demorei tempo demais para te conhecer. Whatever. Frases que saíram de outro bilhão de bocas ao longo dos séculos e, tendo sido sentidas, foram verdades cada vez.
Sou a pessoa mais feliz do mundo. Preciso de você.  Fomos feitos um para o outro. E todas essas mentiras verdadeiras que sentimos e que contamos e que queremos propagar porque estamos apaixonados. Porque, mais do que isso, estamos juntos, amando e querendo tão bem ao outro quanto queremos a nós mesmos.
Não me entenda mal. Continuo amando os meus amigos como amo os meus sonhos. Continuo estimando esses sonhos como estimo os meus planos. Continuo valorizando a minha família como valorizo a mim mesma. A diferença é que agora não acho que precise escolher.
Consigo abraçar tudo isso. Consigo amar tudo isso. Consigo acreditar no amor romântico e também no amor amigo, no amor próprio, no amor fraternal. Em todas as formas de amor válidas e todas elas são.

A DIFERENÇA ENTRE TPM E SENTIMENTOS

por Gi Mod em 29.11.18


MULHER PODE SENTIR, SIM!
Começo esse post dizendo que passei muito tempo crente que as coisas que vou falar eram bem óbvias. Mas incontáveis desabafos das mulheres ao meu redor, além do contato com outras centenas de mulheres nas redes sociais, me fizeram mudar de ideia. Aparentemente, as diferenças entre TPM e sentimentos não são tão óbvias assim pra muita gente.
Por isso, vou começar bem do começo.
1- TPM, ou tensão pré-menstrual, é o nome que se dá a uma série de sintomas que se manifestam antes da menstruação. É o período de 2 a 10 dias no mês em que algumas – e este é um ponto importante – mulheres podem sentir cansaço, dores de cabeça ou nos seios, inchaço, muita fome (ou fome nenhuma), além de ter a pele agraciada com uma dose extra de oleosidade.
2- TPM pode ser a vontade quase desumana de comer chocolate. Pode ser a tendência a chorar mais com filmes, livros e pode ser a hiper sensibilidade a brigas e decepções.
3- A TPM pode acabar com o tesão por uns dias. O que também pode ser culpa da pílula anticoncepcional. Ou só falta de vontade mesmo.
Por outro lado, TPM com certeza não é:
1- Ter opinião ou senso crítico.
Não é porque uma mulher se exaltou em uma discussão ou debate que ela está de TPM e não é porque não concordamos com algo que estamos de TPM. Podemos só acreditar muito no que estamos dizendo. Simples assim.
2- A única razão pra uma mulher chorar.
Isso porque – dã! – as mulheres têm vidas e etc. Ou seja, temos problemas em casa, estresses no trabalho, dias ruins. Assim como podemos nos emocionar sem grandes motivos além dos livros lindinhos, das propagandas da Coca ou de briguinhas com as pessoas que amamos. Sem estar de TPM mesmo. Cês sabem do que tô falando.
3- Desculpa para silenciar uma mulher.
Se alguma mulher está irritadiça ou azeda da vida, não é justo assumir de primeira que a culpa é da TPM. Aliás, nem de primeira, nem de segunda e nem de terceira, a não ser que ela mesma mencione. Isso porque justificar de cara a irritação de uma mulher com uma reação hormonal é negar a ela o direito natural de reagir às coisas da vida. Isso se aplica também quando o fator primário da irritação for você, viu? Por favorzinho, não culpe a TPM por uma reação a uma coisa que você fez ou disse. Sim, talvez ela esteja de TPM e, sim, talvez isso a deixe mais sensível, mas isso não a deixa louca. Se você fez algo que a tirou do sério, talvez seja uma boa pensar no que aconteceu antes de repassar essa culpa. Afinal, continuamos sendo nós mesmas na TPM, então, colocar a TPM no meio é se isentar 100% da culpa. Bem bom, né? R: Não.
4- Frescura ou loucura.
A TPM é um desequilíbrio hormonal que se manifesta de jeitinhos diferentes em cada uma de nós. Eu, por exemplo, percebo quando tô de TPM quando só quero comer doce por dias seguidos e sinto uma vontade real de ficar na minha, trancada no meu quarto. Tenho amigas, por outro lado, que têm cólicas e dores de cabeça terríveis. Além de outras que não sentem nadinha de nada, sortudas.
Taí. Um textinho singelo pra mostrar aos amigos, namorados e colegas de trabalho que não entendem e, sem saber (ou sabendo), te silenciam com o discurso de “ihhhh, tá de TPM, é?”
Numa resposta bem direta: “e o que tem a ver?”

[+18] O PRIMEIRO SEXO ORAL NINGUÉM ESQUECE

por Gi Mod em 29.11.18


Seja dando ou recebendo, a primeira experiência com sexo oral é sempre inesquecível – para o bem ou para o constrangedor. E quando é você que resolver oferecer um sexo oral para alguém pela primeira vez, no momento em que você se despede do rosto daquela pessoa para ir até os seus países baixos, a sensação de que tudo aquilo está sendo televisionado e têm pessoas escondidas dentro do guarda-roupa julgando sua performance é quase inevitável.
Tudo se resume a você e aquelas partes íntimas. A dona/dono das partes íntimas até que é importante também, mas ela é apenas a receptora do que você está oferecendo. Se tudo fracassar, você sempre vai achar que a culpa foi irremediavelmente sua.
Sentindo-se como um desarmador de bombas profissional, você encara aquela genitália e sente o suor escorrer pelo seu rosto. A genitália te encara de volta, impassível e você quase pode ouvi-la sussurrar “me dê prazer agora”.
Você tenta se lembrar de tudo que leu na internet, nos manuais online te como fazer sexo oral. Você se lembra que dedos e boca podem e devem trabalhar juntos, mas naquele momento parece que seus dedos acabaram de iniciar uma rebelião contra seu corpo e ficam tremendo e se mexendo como se tivessem ganhando vida e tentassem escapar. Pra piorar, a saliva evaporou completamente da sua boca que agora parece mais seca que uma uva-passa do natal passado.
A única coisa que poderia te salvar naquele momento de humilhação (além de um meteoro atingir a Terra e extinguir a vida humana) é ouvir o que a outra pessoa tem a dizer e tentar seguir seus comandos, mas a tensão é tão grande que você perdeu a habilidade de comunicação e só consegue ouvir um som ensurdecedor da sua própria ignorância no que diz respeito ao sexo oral.
Ok! Chega, parei.
Desculpa o exagero todo. É claro que fazer sexo oral em alguém pela primeira vez não é nada disso. Ou pelo menos não deveria ser. Mesmo se você não leu nenhum manual, mesmo que você nunca tenha visto ao vivo um pênis ou vagina antes da sua vida, não precisa ser tão complicado, nem tão sofrido assim. Na realidade, é até bem mais simples do que você imagina. Dê seu melhor, ouça a dona das partes íntimas e tente curtir aquele momento de intimidade entre vocês. O que não der tão certo, vai ser melhor da próxima vez. E se não for… bem, pelo menos você tentou, né?
Vamos encarar sexo com mais leveza. Não é Olimpíadas do Prazer e ninguém vai ganhar uma medalha por melhor performance no sexo oral. O mais importante é tentar, ouvir e se conectar com o outro. Sem neuras e expectativas maiores que o mundo. Está tudo bem, é só sexo.

ESSE TEXTO É PRA FALAR QUE TE QUERO NA MINHA VIDA

por Gi Mod em 29.11.18


[Você pode ler esse texto ao som de Quase sem Querer]
Quando meu alarme toca pela primeira vez de manhã, nunca é pra eu levantar. Esse primeiro alarme é pra eu poder me enroscar em você mais um pouco antes de ter que levantar. O segundo e o terceiro também. É muito custoso sair da cama com você nela, mas eu preciso dessa força porque se eu não saio ninguém sai (risos). Eu amo esse momento que seus olhos que se recusam a abrir, seu corpo se recusa a desencostar do meu, e sua voz me diz pra ficar mais um pouquinho.
Nós somos muito diferentes em vários sentidos. Você ama café, rúcula e Caetano. Eu amo leite com chocolate, filme de terror e Taylor Swift. Mas como eu já te disse, a gente se completa. Ficamos um pouco aqui, um pouco ali, a gente se divide pra poder ser uma, e eu acredito que isso é estar em um relacionamento de verdade.


Eu sei que erro. Se fosse fazer uma lista ia precisar de mais de um texto. Mas tenho muita vontade de fazer dar certo. Quero te fazer feliz, te ver deitada numa rede na nossa sala, com plantas e gatos num fim de tarde preguiçoso de verão, com um disco na vitrola e uma taça de vinho branco gelado na mão. Quero que você também consiga ver esse futuro, por mais distante que ele possa parecer agora, eu acredito nele como acredito em você.

5 COISAS QUE VOCÊ PRECISA PARAR DE FAZER PARA SER MAIS FELIZ

por Gi Mod em 29.11.18


Tenho pensado muito no conceito de felicidade. O que é felicidade? Que aprendizados são necessários para ser mais feliz? Não sou a maior guru no assunto, mas sou uma entusiasta da felicidade (quem não é?) e cheguei à conclusão de que aprender certas coisas certamente me fizeram uma pessoa mais feliz. Então, por que não dividir esses aprendizados com outras pessoas?
Se vocês tiverem mais dicas de coisas para parar de fazer para ser mais feliz, favor compartilhar. Quanto mais, melhor!

5 COISAS PARA NÃO FAZER PARA SER MAIS FELIZ
1. Sofrer em silêncio
Pedir ajuda é o primeiro passo para quem quer ser mais feliz. Sofrer em silêncio não é mais forte ou autossuficiente, é só mais perigoso. Além disso, acaba permitindo o sofrimento durar muito mais do que o necessário. Aprendemos desde pequenos que é feio chorar, reclamar é frescura e pedir ajuda é fraqueza: aprendemos errado.
2. Ter medo de ficar só
Como eu já disse aqui, é bem possível ser feliz sozinha. Ter medo de ficar é resultado de mais uma das coisas que a gente aprende desde sempre, mas precisa parar de fazer para ser mais feliz. De verdade. Embora ter companhia seja maravilhoso, é uma delícia descobrir também como a nossa própria companhia é maravilhosa. Pense nisso: quem nesse mundo te conhece melhor do que você?
3. Confiar mais no medo do que em você
Ter medo é normal, é esperto e é necessário. Ninguém vive sem medo. O problema é quando o medo controla mais a sua vida do que os seus desejos e planos. Confiar mais no medo do que em si mesmo é o que faz tanta gente continuar em relacionamentos medíocres, manter amizades desnecessárias e ficar anos em um trabalho que odeia. Confie no seu potencial, na sua intuição e em quem você é. O medo deve ser mais um fator a se considerar, não o fator definitivo.
4. Tratar como prioridade quem te trata como opção
É frase de Orkut? Sim. É verdade? Também. Reciprocidade é essencial em basicamente todas as relações humanas. Inclusive, ela é também um dos dez sinais para descobrir se uma amizade é para a vida inteira ou não.
5. Dizer sim para tudo
Aprender a dizer não é tão importante quanto superar o medo e dizer sim ao que queremos.  Diga não aos parentes tóxicos que te cobram visitas como se você devesse algo a eles. Diga não ao amigo que só aparece para te pedir favores. Diga não à chefe que te pede coisinhas “para ontem” na sexta-feira à noite. Diga não à colega oportunista que, sempre que pode, leva o mérito por algo que você fez. Diga não ao rolê que não tem nada a ver com você e para o qual você iria por pura educação. As pessoas vão sobreviver ao seu não e – digo mais – ele fará mais diferença na sua vida do que na delas. Treine no espelho: n-ã-o. NÃO.
E aí, vocês concordam que parar de fazer essas coisas é importante para ser mais feliz? ☀

UMA DECLARAÇÃO DE QUASE-AMOR

por Gi Mod em 29.11.18


Ninguém costuma falar sobre os amores que quase foram, né? Eles acabam por não ter espaço, entre tantas histórias de amor grandiosas ou em competição com os trágicos amores que terminamtodos os dias ao redor do mundo. Mas, hoje, eu venho fazer a minha homenagem aos amores que ficaram presos entre “e ses” e desencontros de timings. Aos amores que teriam acontecido se. Venho fazer a minha primeira e última declaração de quase-amor.
Ao meu quase-amor, que quase me aqueceu no inverno chuvoso de São Paulo. Que teria me apresentado aos jogos do Timão, ao fotogênico Horto Florestal e me levado ao bar mais lotado da Vila Madalena para comer pastel de rodízio.
Ao meu quase-amor, com quem por pouco não viajei num fim de semana qualquer no verão e com quem teria conhecido o mundo se o quase não nos fosse, assim, um companheiro de viagem inseparável como nenhum outro.
Ao meu quase-amor, o meu “e se” favorito, o meu encontro mágico que acabou se transformando em uma boa história para contar – como acontece com todas as coisas mágicas do mundo, se formos parar para pensar. Junto com os contos de fadas, elfos, duendes e bruxas guardarei com brando afeto também essas frases meio tortas sobre o quase-amor, esse ser tão mágico e intangível quanto um unicórnio.
Ao meu quase-amor, prometo cantarolar, desafinada, músicas em diferentes línguas. Pelo caminho do lugar onde planejamos tantas vezes comer kebab juntos, mas nunca fomos. E também, vez ou outra, na volta para casa, onde ele poderia ter deixado alguma lembrança, mas não deixou porque não houve tempo. Ao meu quase-amor, que desapareceu na minha vida quase como se não tivesse vivido comigo alguns punhados de dias.  
A ele, esse ser mágico preso no limbo entre o imaginário e a realidade, desejo menos “e ses” como eu, desencontros e incertezas como fomos. Porém, pouco coerente como sou, desejo também mais saídas dançantes do cinema e mais madrugadas sonolentas iluminadas pela luz rosa do meu quarto. E, assim, entre o quase e o nunca mais, sigo vivendo – sempre em busca de encanto.
Agora, já quase no final da minha quase declaração de amor, preciso dizer que você sempre vai ser a porta bonita que nunca se abriu, o caminho florido que eu nunca trilhei, o sonho verossímil que quasese passou por realidade.
Então, nessa minha vida estranhamente rica em quases, meu quase-amor, fica aqui nesse texto que você não vai ler que você foi o quase que quase fez diferença na minha vida.  
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